Reduzir Riscos

Prevenir uma infeção

Há vários métodos preventivos que podes usar para prevenires uma infeção. O preservativo externo (ou masculino) é o mais utilizado, mas existem outras opções. Descobre aqui os mais adequados às tuas condições de trabalho e o que podes fazer se eles falharem.

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Preservativos, lubrificantes e outros

Os métodos preventivos só são eficazes se estiverem em bom estado de conservação ou se forem utilizados corretamente e nas situações mais adequadas à sua funcionalidade. É importante que conheças bem os métodos preventivos que estão disponíveis no mercado para que possas utilizar aqueles mais adequados às tuas necessidades.

Preservativos

O preservativo é um método de barreira eficaz na prevenção de infeções sexualmente transmissíveis. Além disto é um material a que, normalmente, consegues aceder de forma fácil e gratuita. No território nacional existem algumas equipas que distribuem preservativos, podes consultá-las neste mapa.

Escolhe o melhor preservativo para ti

O preservativo que tu usas deve ser uma questão de escolha pessoal. É importante que te faça sentir confortável e protegidX durante a relação sexual. Existem algumas opções mais viáveis para certas práticas:
  • Por exemplo, no sexo anal é importante que uses um preservativo extra-forte, porque é uma prática mais vigorosa e requer um material mais resistente. O mesmo pode aplicar-se com umX parceirX sexual com um pénis grande.
  • No sexo vaginal ou anal é recomendado que não uses preservativos de sabores, porque podem criar irritação nessas zonas.
  • Por outro lado, usar um preservativo de sabores no sexo oral pode tornar a experiência mais agradável.

Dicas para garantir que o preservativo está em boas condições

  • Verifica sempre a data de validade.
  • Verifica sempre o estado da embalagem. Para isso, podes apertar a embalagem e perceber se tem ar. Se não tiver ar é sinal que a embalagem está perfurada como pode, igualmente, estar perfurado o preservativo. Nesse caso, aconselhamos-te a usar outro.
  • Os preservativos ficam em más condições com a exposição ao calor e à luz solar. É importante que os guardes num local fresco. O porta-luvas do carro e a tua carteira não são os melhores locais para o fazeres.
O preservativo pode ser externo (mais conhecido como masculino) ou interno (mais conhecido como feminino). Embora seja mais comum o uso do preservativo externo, o preservativo interno pode ser uma mais valia em certas situações:
  • Pode ser colocado até 8 horas antes da relação sexual começar, enquanto que para usares o preservativo externo o pénis tem de estar ereto. Imagina que X teu/tua parceirX sexual tem dificuldades em manter a ereção no momento que vais colocar o preservativo externo, tens aqui uma boa opção para contrariar isso.
  • Pode ser utilizado para proteger o sexo oral tanto na zona vaginal como na zona anal.
  • No caso das infeções que se transmitem pelo contacto, como o HPV e a Sífilis, é mais seguro porque protege uma área que o preservativo externo não cobre.
  • Se estiveres com o período também é uma ótima opção, porque impede que o fluxo menstrual passe para a relação sexual.

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Regras para evitares que o preservativo rebente

  • Nunca usar dois preservativos ao mesmo tempo (mesmo que sejam um preservativo interno e outro externo). Eles roçam um no outro, o material aquece e há maior risco de rebentar.
  • Nunca uses lubrificantes gordurosos como a vaselina, óleos de massagens ou outros. Os lubrificantes devem ser compatíveis com o látex. Lubrificantes gordurosos fazem com que o látex aqueça aumentando o risco do preservativo rebentar.
  • Se usares produtos de base oleosa para massagem, antes da colocação do preservativo retira a gordura das tuas mãos.
  • Evita abrir a embalagem com os dentes, unhas ou outros objetos cortantes para não danificares o preservativo.
  • Garante sempre que não fica ar na ponta e que o preservativo não fica todo puxado para trás. Durante a penetração o pénis precisa de espaço para deslizar e no momento da ejaculação é necessário um reservatório para o esperma.
  • Se a relação sexual for duradoura o ideal será substituíres o preservativo. Caso não seja possível, utiliza bastante lubrificante.

Como usar o preservativo durante o teu trabalho

  • Não uses um preservativo que X cliente traga, a não ser que verifiques atentamente em que condições está. Além disto, é importante que sejas tu a colocar-lhe o preservativo, para evitar que haja alguma tentativa de sabotagem da prática segura.
  • Espera que o pénis esteja ereto para colocares o preservativo externo. Isto é importante porque caso contrário não conseguirás desenrolar corretamente o preservativo, podendo facilmente sair durante a penetração.
  • Se o cliente for não circuncisado terás de puxar o prepúcio para trás antes de colocares o preservativo.
  • Se vais usar um preservativo externo, não uses lubrificante diretamente no pénis, porque pode fazer com que o preservativo escorregue e saia, aumentando o risco de ficar dentro de ti.
  • Se vais usar um preservativo interno, vai colocando lubrificante dentro do preservativo ou diretamente no pénis para tornar a relação mais confortável.
  • Se sentires que alguma coisa não correu bem na colocação do preservativo, retira-o e coloca outro. Leva o tempo que precisares e confia na tua intuição.
  • Se mudares de zona de penetração tenta mudar de preservativo. Evita ao máximo passar do sexo anal para o vaginal ou oral sem trocares de preservativo.
  • O preservativo interno também pode ser utilizado na prática de fisting (penetração com mão e antebraço) e feeting (penetração com pé).
  • Usa sempre preservativo nos brinquedos sexuais e não os partilhes.

Passos para a colocação do preservativo

Para colocares corretamente um preservativo é importante que tenhas em atenção alguns passos. O ideal seria treinares a colocação do preservativo num ambiente mais confortável, como por exemplo com alguma pessoa da tua confiança ou com um brinquedo sexual.
Passos recomendados para a colocação do preservativo externo:

Abre a embalagem pela abertura fácil e NÃO uses os dentes, as unhas ou outros objetos cortantes

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Verifica o lado correto do preservativo de forma a que, depois de desenrolado, a borda fique para cima

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Aperta a ponta do preservativo com uma mão e desenrola-o com a outra, para que não fique com ar na ponta

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Depois da ejaculação segura o preservativo na base para evitar que fique dentro de ti

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Retira-o cuidadosamente para evitar vazamentos

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Passos recomendados para a colocação do preservat ivo interno:
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Abre a embalagem pela abertura fácil e NÃO uses os dentes, as unhas ou outros objetos cortantes

 

 

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Aperta o anel interno ou esponja do preservativo, coloca-te numa posição confortável, introduz na vagina ou no ânus e empurra o mais fundo possível. O anel externo deve ficar fora do corpo

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Na primeira penetração ou quando mudas de posição guia o pénis para que entre no sítio certo

 

 

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Depois da ejaculação torce o anel externo (com, pelo menos, duas voltas) e puxa o preservativo para fora

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Dá um nó e coloca no caixote do lixo

 

 

Lubrificantes

O uso de lubrificante é extremamente importante, porque além de tornar a relação sexual mais confortável e prazerosa, também diminui o risco de que o preservativo escorregue e saia. Deves optar por um lubrificante que seja compatível com o preservativo que vais utilizar e que não te provoque irritação. Não te esqueças de guardar o lubrificante num local que não esteja exposto ao sol ou ao calor, tal como os preservativos. Podes optar por guardá-los juntos. Os lubrificantes à base de água são os mais aconselhados. Lubrificantes gordurosos, como a vaselina, os óleos de massagem e os cremes ou loções hidratantes aquecem o látex e podem comprometer a eficácia do preservativo. É sempre importante que uses lubrificante. Mas há situações em que o seu uso é quase indispensável:
  • Se começas a relação pelo sexo oral, a saliva vai retirar o lubrificante que já vem com o preservativo. Nesse caso, e se não tens oportunidade de substituir o preservativo para mudar de zona de penetração, deves colocar bastante lubrificante para garantires que o preservativo não enfraquece.
  • Numa relação sexual mais longa é compreensível que o preservativo perca lubrificante e fique mais desgastado. Aqui o ideal seria, também, trocar de preservativo. Mas como nem sempre é possível, abusa do lubrificante.
  • Numa relação sexual anal o lubrificante é imprescindível. O ânus é uma zona sem lubrificação natural e o sexo anal é uma prática mais vigorosa. Não usar lubrificante nesta prática sexual não só torna a relação sexual menos confortável (ou até dolorosa) como aumenta o risco de o preservativo rebentar. É importante relembrar que a prática anal é a prática com mais riscos na transmissão de infeções se não for devidamente protegida. Por isso mesmo, no sexo anal usa sempre um preservativo extra-forte e um bom lubrificante compatível.

Outros

Existem outros materiais que podem ser utilizados para a tua proteção.

Bandas de látex

As bandas de látex são retângulos de látex usados para proteger o sexo oral na vagina e/ou no ânus. Elas funcionam como uma barreira entre a boca e a vagina e/ou o ânus, impedindo a transmissão de infeções como o herpes, o HPV, clamídia, gonorreia, entre outras. Dificilmente encontrarás bandas de látex à venda nas farmácias e poucas equipas de distribuição de preservativos têm bandas para te dar. Podes fazer a aquisição de bandas de látex, por encomenda, através da internet. Também podes fazer a tua própria banda de látex a partir de um preservativo externo ou interno:

Desenrola o preservativo e corta a ponta com uma tesoura esterilizada

De seguida, corta o preservativo na vertical

Abre e já tens a tua banda de látex

Para as usares, basta colocares lubrificante na zona onde queres que adiram e colocas a banda por cima. Se tu és X recetorX do sexo oral, certifica-te que a banda está sempre no sítio certo.

Luvas de látex

As luvas de látex também são um material importante para a tua proteção em certas situações da vida sexual. Por exemplo, no caso da introdução de dedos ou fisting (penetração com a mão e antebraço) a luva protege a zona de penetração ao evitar o contacto direto da mão e das unhas com as paredes da vagina ou do ânus. Para estas situações e para o feeting (penetração com o pé) também pode ser usado o preservativo interno. Máscaras e viseiras Atualmente enfrentamos outras preocupações que podem justificar o uso de máscara facial ou viseira durante a prestação de serviços sexuais. O combate à pandemia COVID-19 e a prevenção da sua transmissão não é garantida, por si só, pelo uso destes materiais de proteção. Outros cuidados são igualmente importantes, tais como a higienização das mãos, das roupas e de todos os espaços expostos ao vírus.

O preservativo rebentou e agora?

Quando o preservativo rebenta ou sai ficas expostx a diferentes infeções que são transmitidas pela via sexual, mas também corres o risco de ter uma gravidez indesejada. Primeiro, tanto tu como X cliente devem manter a calma. A boa noticia é que agindo rapidamente este risco pode ser reduzido e algumas infeções evitadas.
O ideal é que exista uma relação de confiança entre ti e X cliente. Se sim, podes perguntar abertamente se costuma ter relações de risco com outrXs parceirXs e se está disponível para fazer um teste de rastreio para infeções sexualmente transmissíveis. Tenta saber o máximo de informação sobre as práticas dx cliente porque, quando te dirigires ao hospital o ideal é que expliques tudo ao/à médicX infeciologista para que te possa ajudar da melhor maneira e indicar a PPE  ou a toma de um anticoncecional de emergência. Quando o preservativo rebenta é importante encontrares um local de rastreio, perto de ti, o mais rápido possível. Vê o nosso mapa para descobrires onde podes receber apoio e fazer os testes de rastreio.

O que não deves fazer quando o preservativo rebenta

Não laves de imediato a zona genital, anal ou oral. Apesar de ser uma atitude comum, tem mais riscos do que imaginas.<
  • O jato de água pode criar microfissuras na pele, fazendo com que os microrganismos entrem mais facilmente no teu organismo e causem infeções.
  • As lavagens internas com jatos de água ou outros líquidos, podem fazer feridas na mucosa vaginal ou anal, além de que empurram mais o sangue e o esperma para dentro, em direção ao útero, aumentando o risco de infeção.
  • Lavar os dentes pode criar fissuras na gengiva fazendo com que as bactérias ou vírus entrem no teu corpo.

O que deves fazer quando o preservativo rebenta

  • Em vez de lavar a zona genital, deves urinar logo após a situação de risco. A urina retira o esperma que possa estar perto da uretra.
  • Na sanita, bidé ou banheira, coloca-te de cócoras e faz força com os músculos pélvicos ou anais para expulsar todos os fluidos e o máximo de esperma. Não faças lavagens vaginais ou anais (duchas) como já explicamos. Em vez disso lava a parte exterior dos lábios vaginais e ânus com água e sabão.
  • Cospe ou engole qualquer esperma que tenhas na boca. Manter esperma na zona bocal apenas aumenta o contacto deste com a mucosa e a probabilidade de infeção é maior. Se sentires necessidade, bochecha a boca com um elixir suave (sem álcool) ou água, apenas para refrescar.
  • Assim que for possível (nunca depois das 48 horas) procura uma emergência hospitalar para fazeres os exames necessários e avaliarem a possibilidade de fazeres a PPE ou a contraceção de emergência.

PrEP, PPE e Vacinas

Existem formas de reduzir o risco de adquirires uma infeção.

Falamos aqui de duas formas de reduzir o risco de contrair VIH, a PrEP, que é uma medicação que se toma antes da exposição ao vírus, e a PPE, uma medicação de emergência tomada após a situação de risco. Nenhuma destas formas te protege de outras infeções por isso é aconselhado sempre o uso de outro método preventivo como o preservativo.

As vacinas são cada vez mais eficazes e podem ser úteis para quem quer trabalhar com menores riscos.

PrEP– Profilaxia Pré Exposição

Existem vários estudos que garantem a eficácia da PrEP na redução do risco de infeção pelo VIH. Esta medicação antirretroviral é tomada por pessoas seronegativas, isto é, não infetadas pelo vírus, e antes do comportamento de risco. Após uma avaliação, X médicX define o nível de risco e as pessoas com um risco elevado em relação à aquisição de VIH são aconselhadas a tomar a PrEP de forma programada. Em Portugal já podes aceder a consultas de avaliação para a PrEP através do Sistema Nacional de Saúde. Consulta o nosso mapeamento. Existem grupos que devido ao grau de risco das práticas sexuais (principalmente as anais) ou ao número de parceirXs têm indicação para fazer a toma da PrEP.

Como podes tomar a PrEP?

Existem diferentes formas de tomar a PrEP dependendo das práticas sexuais. A toma diária é aconselhada a pessoas que têm relações sexuais frequentes e permite assegurar um nível de medicação mais constante e protetor no sangue. Está aconselhada a pessoas que têm sexo vaginal e anal. A toma intermitente é  feita durante períodos de risco e consiste na toma de 2 comprimidos antes da relação sexual (preferencialmente 24 horas antes), 1 comprimido 24 horas depois e outro comprimido 48 horas depois da relação sexual. Está aconselhada a pessoas que têm apenas sexo anal.

Riscos e efeitos secundários da PrEP

Se estás a pensar iniciar a toma da PrEP deves optar por recorrer a umX médicX, para que possas fazer análises de sangue e verificar a saúde dos teus rins, e se tens alguma infeção sexualmente transmissível incluindo o VIH. Esta medicação pode causar alguns efeitos secundários durante o primeiro mês de utilização, tais como:
  • Temperatura alta
  • Náuseas ou vómitos
  • Diarreia e dores de estômago
  • Dores musculares e articulares
  • Dores de cabeça
  • Aumento da transpiração
  • Gânglios linfáticos inchados
Estes efeitos devem ser avaliados pelX médicX acompanhante e podem ser tratados com medicamentos. Também há relatos de pessoas com alterações na função dos rins, fígado e na redução da densidade óssea. No entanto estas alterações são reversíveis quando se suspende a toma da PrEP. As pessoas que relatam estes efeitos mais severos podem ser aconselhadas a fazer a toma de PrEP de forma intermitente.

PPE – Profilaxia Pós Exposição

Quando há relações vaginais ou anais desprotegidas ou quando o preservativo rebenta ou sai, existe a possibilidade de fazer a Profilaxia Pós Exposição (PPE). Esta medicação de emergência, consiste num tratamento antirretroviral que deve ser tomado após a situação de risco, e pode evitar que o VIH se instale e multiplique no organismo causando infeção. Para ter acesso a esta medicação deves dirigir-te a um Serviço de Urgência de um hospital próximo de ti. No hospital serás encaminhadX para umX médicX infeciologista que avaliará a situação e te poderá indicar a toma desta medicação. Para isso deves fazer um relato com o máximo de informação sobre o que aconteceu. Se tens dúvidas sobre como aceder ao SNS consulta o nosso artigo. Para a PPE ser eficaz deves ter alguns cuidados.
  • Ir a um hospital com o máximo de urgência. Esta medicação deve ser iniciada o quanto antes e até 48 horas após a situação de risco.
  • Seguir a indicação médica e respeitar a toma do medicamento até ao fim. Normalmente este medicamento é tomado durante um mês.
  • Respeitar as datas de exames complementares. X médicX vai prescrever análises no final da toma da medicação para comprovar que não foste infetadX pelo VIH e verificar se o fígado e rins estão a funcionar corretamente.

Riscos e efeitos secundários da PPE

Tal como muitos medicamentos a PPE pode ter efeitos paralelos ligeiros e passageiros, principalmente na fase inicial do tratamento. Os efeitos incluem:
  • Diarreia e dores de estômago
  • Dores de cabeça
  • Náuseas e vómitos
  • Cansaço
Em alguns casos estes efeitos prologam-se até ao final do tratamento e podem ser mais severos. Nestas situações X médicX deve ser informado e pode receitar medicamentos que diminuam alguns dos efeitos. É importante respeitar a toma do medicamento até ao fim e a horas certas para não desenvolver resistências à medicação, reduzindo a eficácia do tratamento.

Vacinas

As vacinas são cada vez mais importantes no nosso dia-a-dia, porque previnem de forma segura inúmeras doenças através da imunização coletiva. Quando o nosso corpo é atacado por um microrganismo, o sistema imunitário combate a infeção através da produção de anticorpos específicos para cada agente infecioso. Após a infeção, o organismo consegue desenvolver células de memória que atuam mais rápida e eficazmente sempre que esse agente infecioso ataca. As vacinas são produzidas utilizando os próprios microrganismos que causam as doenças, mas mortos ou inativos, por isso são seguras. Desta forma, ao serem injetadas estimulam a produção de anticorpos e de células de memória que atacam os agentes e nos tornam imunes à doença.

Vacina contra HPV

A melhor forma de prevenção para o HPV é a vacina que cobre as estirpes mais virulentas e que causam mais comummente cancro. Esta vacina já está disponível de forma gratuita para raparigas e adolescentes até aos 18 anos.  Apesar de existir indicação para a vacinação dos rapazes, ainda não está em vigor em Portugal. As mulheres adultas não vacinadas, mesmo que já tenham tido alguma infeção por HPV, são aconselhadas a fazer a vacina, mas sem comparticipação do estado. Existem 2 tipos de vacina:
  • Bivalente: cobre apenas os tipos de HPV 16 e 18
  • Nonavalente: protege contra os tipos de HPV 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58 e está disponível em Portugal desde 2017

Vacina contra Hepatites

A vacina contra Hepatite B é a forma mais eficaz de prevenção desta hepatite. Esta vacina faz parte do Plano Nacional de Vacinação Português e de outros países como o Brasil. Podem ser vacinadas pessoas de todas as faixas etárias mediante receita médica. Devem ser vacinadas:
  • Todas as crianças recém-nascidas e outras que não foram vacinadas ao nascer.
  • Pessoas com vida sexual ativa.
  • Pessoas que consomem drogas injetáveis.
  • TrabalhadorXs do sexo.
  • Pessoas que convivem com pessoas que manifestem a doença.
Se és trabalhadorX do sexo e não foste vacinadX contra a Hepatite B contacta-nos para saber de que forma podes obter a vacina. Existe também a vacina contra a Hepatite A que está recomendada a pessoas que viagem para locais com elevada probabilidade da doença, pessoas que consomem drogas, pessoas com doença hepática crónica e pessoas que têm praticas de sexo oral-anal.