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mulher vê código de cartão bancário para inserir no computador

Segurança online: guia de boas práticas de segurança digital

O mundo digital veio trazer vários benefícios para a vida de todxs, mas com ele vivemos também riscos acrescidos quanto à segurança online. Para as PTS, os riscos são ainda maiores pela exposição que podem sofrer. Assim, é fundamental adotares as boas práticas de segurança digital que te trazemos aqui.

A internet é uma ferramenta essencial para o trabalho, para a comunicação e para a organização. No entanto, para xs trabalhadorxs do sexo, a presença online acarreta riscos mais elevados que exigem uma atenção redobrada no que toca à segurança digital.

Protegeres a tua identidade, a tua privacidade e os teus dados é fundamental para a tua segurança, quer física, quer emocional.

Aqui encontras um conjunto de boas práticas essenciais para usar a internet com confiança e segurança.

Guia de boas práticas de segurança digital: como aumentar a segurança online?

Para te manteres segurx, é importante que adotes uma série de medidas e comportamentos defensivos no mundo digital. A segurança pessoal dxs trabalhadorxs do sexo vai mais além de comportamentos de vigilância. A segurança online é, hoje, uma das principais preocupações. Usa este artigo como um guia prático que podes consultar sempre que tiveres dúvidas. 

1 — Protege a tua identidade online com pseudónimos e sessões limpas

A tua identidade online deve ser preservada. É crucial que separes a tua vida pessoal da tua vida profissional, especialmente no ambiente digital. Não sabemos, nunca, quem está a aceder aos nossos dados e, por essa mesma razão, é importante que mantenhas os teus perfis pessoais restritos àqueles em quem confias.

  • Pseudónimos e perfis profissionais — nos teus perfis profissionais, opta por usar um pseudónimo (nome que não o teu verdadeiro). Dá preferência, também, a fotos e informações de perfil que não revelem qual a tua verdadeira identidade;
  • Sessões “limpas” — quando estiveres em perfis profissionais, opta por usar um navegador web diferente ou em modo de navegação anónima. Embora não proteja a tua identidade, esta prática evita que os teus hábitos de navegação profissional se misturem com os teus hábitos pessoais, protegendo-te de publicidade direcionada e de rastreamento;
  • Geolocalização — nunca tenhas a geolocalização ativa em publicações relacionadas com o teu trabalho, nem nunca partilhes a tua localização em tempo real.

2 — Fortalece as tuas defesas digitais

As ameaças digitais estão em constante evolução e, como tal, adotar medidas de segurança robustas é a primeira linha de defesa contra cibercriminosxs. Segue os seguintes passos:

2.1— Palavras-passe fortes e gestão de acessos

As palavras-passe são, geralmente, o calcanhar de Aquiles dos utilizadores e costuma ser através delas que xs criminosxs acedem a todas as tuas informações. Portanto, deves:

  • Criar palavras-passe robustas — devem ter, pelo menos, 12 caracteres e ser uma combinação de letras minúsculas e maiúsculas, números e símbolos. Evita sequências óbvias ou informações pessoais (data de nascimento, nome de animais de estimação, ou outros nomes fáceis de detetar);
  • Não reutilizar palavras-passe — nunca uses a mesma palavra-passe em múltiplas contas. Se uma for comprometida, todas as tuas contas estarão em risco;
  • Usar um gestor de palavras-passe — ferramentas como o LastPass ou Bitwarden ajudam-te a criar, guardar e recuperar palavras-passe complexas de forma segura, protegidas por uma única palavra-passe mestra (esta deve estar anotada e guardada num local seguro).

2.2 — Autenticação multifator (MFA)

A MFA exige dois ou mais métodos de verificação para aceder a uma conta, diminuindo a probabilidade de um ataque bem-sucedido. Assim, sempre que for possível, ativa a MFA nas tuas contas importantes, como as redes sociais, serviços bancários e e-mail.

Quando é exigida a geração de códigos de acesso temporários, opta pelo uso de apps de terceiros, como o Authy ou o Google Authenticator, em vez das SMS tradicionais.

2.3 — Conexão segura e VPN

Não é só o que fazes na internet que te pode comprometer, mas também a forma como te ligas ao mundo digital, especialmente quando não estás em casa. Segue as seguintes recomendações sempre que estiveres a aceder à internet em espaços públicos:

  • Evita o Wi-Fi público;
  • Se não conseguires evitar o uso de Wi-Fi público, evita realizar transações pessoais ou aceder a dados confidenciais, como o banco online;
  • Utiliza uma Rede Privada Virtual (VPN) que encripte o teu tráfego de internet em tempo real.

3 — Navegação consciente e proteção de dados

Seres consciente na internet é fundamental para te protegeres. É importante que te mantenhas sempre vigilante, pois só assim consegues evitar os perigos digitais mais comuns. Portanto, presta atenção aos seguintes passos:

3.1 — Verifica a credibilidade dos sites

Antes de partilhares qualquer informação ou fazeres uma transação, certifica-te de que o site é seguro.

  • Procura por “https” — o endereço do site deve começar por “https” (o “s” significa “seguro”) e ter um ícone de cadeado na barra de endereço;
  • Verifica os sinais de confiança — desconfia sempre de sites com erros ortográficos, imagens pixelizadas ou que usem métodos de pagamento não convencionais.

3.2 — Atenção a links e downloads suspeitos

Basta um clique num link por descuido para nos roubarem os dados ou infetarem os dispositivos com malware. Por isso, quando receberes links ou fizeres um download, deves ter atenção redobrada.

  • E-mails e mensagens suspeitas — nunca cliques em links ou abras anexos de fontes que não conheces/confias. Se receberes um e-mail do teu “banco” ou de outro serviço, contacta-os diretamente para confirmar a legitimidade. Há vários casos de fraudes que utilizam identidades de empresas conhecidas;
  • Downloads — só faças download de conteúdo de fontes oficiais e confiáveis. Tem em mente que um malware pode estar disfarçado de aplicações populares.

3.3 — Configurações de privacidade e atualizações

  • Revê as tuas configurações de privacidade — faz uma revisão de todas as configurações de privacidade em navegadores, sistemas operativos e redes sociais e controla a quantidade de informação que terceiros podem aceder. Não precisas de rever tudo de uma só vez, mas é importante que faças este trabalho gradualmente;
  • Mantém o software atualizado — as atualizações contêm patches de segurança essenciais, portanto, usa sempre as versões mais recentes do teu sistema operativo e das aplicações.

4. Lembra-te que o que vai para a internet, não sai

A internet deve ser vista como um espaço público, onde tudo o que é publicado não pode ser apagado. Qualquer fotografia publicada, comentário ou informação pode nunca mais sair do “ar”. Mesmo que tenhas a opção de apagar, pode já ter sido republicado por outras pessoas, e, por isso, deixas de ter controlo do que publicaste. Desta forma:

  • Pensa antes de publicar — não publiques nada que não queiras que umx familiar, amigx ou empregadorx veja. Lembra-te que o que fica online pode deixar de estar sob o teu controlo;
  • Informação pessoal — evita divulgar informações sensíveis, como o teu endereço, data de nascimento ou documentos de identificação.

5. Outras medidas de segurança digital:

  • Segurança dos dispositivos — usa palavras-passe, códigos de acesso ou biometria (impressão digital, reconhecimento facial) em todos os teus dispositivos (telemóveis, computadores, tablets);
  • Faz cópias de segurança (backup) — faz cópias de segurança dos teus dados importantes em discos rígidos externos ou em serviços de cloud seguros;
  • Fecha contas que já não usas — contas antigas e inativas podem ser uma porta de entrada para cibercriminosxs. Fecha-as e solicita que os teus dados sejam eliminados dos servidores relevantes.

A segurança online é um processo contínuo. Ao adotares estas boas práticas de segurança digital, estás a dar um passo importante para protegeres a tua vida e o teu trabalho no ambiente digital.