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Reduzir Riscos

Gonorreia

Infeções Sexualmente Transmissíveis

Gonorreia

Esta IST é facilmente transmissível através de sexo desprotegido. Nas mulheres, a gonorreia não tratada pode causar inflamação pélvica (temporária ou crónica) e, por consequência, infertilidade, bem como, por vezes, aumentar a probabilidade de gravidez ectópica. Nos homens, esta infeção pode gerar uma inflamação testicular conducente à infertilidade.

mão que está a segurar em várias bolhas de sabão representando a gonorreia

O que é a gonorreia?

A gonorreia é uma IST facilmente transmitida através de sexo desprotegido.

Nas mulheres a gonorreia não tratada pode causar inflamação pélvica (temporária ou crónica) e por consequência infertilidade. Por vezes esta inflamação pode aumentar a probabilidade de gravidez ectópica.

Nos homens a inflamação testicular também pode causar infertilidade.

Quais os sintomas de gonorreia

Os sintomas podem surgir entre 2 a 14 dias após a infeção.

Algumas mulheres infetadas com gonorreia não têm sintomas. Quando surgem sintomas estes podem ser leves, inespecíficos e confundidos com uma infeção urinaria.

Os sintomas incluem:

  • Dor ou ardor ao urinar.
  • Corrimento vaginal anormal (com cor esverdeada, ou mau cheiro).
  • Sangramento entre períodos menstruais.
  • Febre.

Os homens também são por vezes portadores assintomáticos. Quando aparecem sintomas estes incluem:

  • Corrimento uretral (branco, verde ou amarelo).
  • Dor nas relações sexuais.
  • Prurido anal.
  • Sangramento.
  • Dor testicular e abdominal.
  • Febre.

A infeção retal tanto nos homens como nas mulheres inclui, prurido, corrimento, sangramento e dor que se estende para a zona intestinal.

Quando a gonorreia infeta a zona da garganta pode causar inflamação e dor, mas a maior parte das vezes não surgem sintomas.

Todas as pessoas sexualmente ativas devem fazer o teste para despistar a gonorreia uma vez por ano, sempre que tenham relações sexuais sem preservativo ou quando apresentarem sintomas.

Se tens algum dos sintomas descritos, se algum dos teus parceiros foi diagnosticado com gonorreia recentemente ou se estás gravida ou a pensar engravidar, deves fazer o teste.

A gonorreia pode ser diagnosticada através de teste de urina, ou pela pesquisa da bactéria em amostras colhidas da uretra, reto, vagina ou faringe.

Como podes ser infetadx com gonorreia

A gonorreia pode ser transmitida através de fluidos trocados durante o sexo vaginal, anal ou oral, sem proteção.  Uma mulher grávida pode passar a infeção para O filhx durante o parto, nestes casos o bebe pode desenvolver cegueira e infeção generalizada.

Para te protegeres, deves usar o preservativo em todas as práticas sexuais.

Como tratar a gonorreia

Esta infeção é causada por uma bactéria e pode ser tratada com antibióticos ou com uma combinação de antibióticos.

Se não for tratada a gonorreia pode causar problemas graves nos locais infetados, normalmente os genitais, o reto, e a garganta, mas também certas mucosas como a ocular.

Os casos não tratados podem levar a que a bactéria consiga infetar o sangue e se espalhe por todo o corpo causando dermatites, artrite e até a morte.

Por norma xs parceirxs das pessoas diagnosticadas são aconselhadxs a fazer também o tratamento.

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Clamídia

Infeções Sexualmente Transmissíveis

Clamídia

A infeção por clamídia é bastante comum, sendo causada por uma bactéria. Muitas vezes, esta infeção é assintomática e, por essa razão, continua a ser transmitida sem que os portadores saibam.

Muitas pimentas representando a clamidia

O que é a clamídia?

A infeção por clamídia é bastante comum e causada por uma bactéria. Muitas vezes esta infeção é assintomática e por esta razão continua a ser transmitida sem que os portadores saibam.

Quais os sintomas de clamídia

Os principais sintomas nas mulheres incluem:

  • Ardor e dor ao urinar.
  • Inflamação cervical .
  • Dor abdominal e corrimento anormal.

Quando não é tratada a doença pode evoluir para doença inflamatória pélvica e infertilidade.

Nos homens quando surgem sintomas, estes incluem:

  • Dor ou sensação de ardor ao urinar.
  • Dor testicular .
  • Corrimento uretral.

Tal como a gonorreia, se não for tratada a clamídia pode causar septicemia (infeção generalizada do sangue) e artrite. Esta bactéria pode causar Linfogranuloma venéreo (LGV), uma lesão cutânea, muitas vezes assintomática e que pode ser acompanhada por um aumento dos gânglios da zona da virilha. 

Esta infeção tem um período de incubação curto (cerca de 3 dias) e pode passar despercebida até que os sintomas se agravem. Se tens alguma úlcera genital, alguma inflamação no reto ou fistulas com um aumento dos gânglios, procura ajuda médica para avaliar a necessidade de realização de um exame para clamídia.

Como podes ser infetadx com clamídia

A clamídia transmite-se principalmente pela via sexual (vaginal, anal e oral) quando há contacto com fluidos genitais ou contacto entre genitais mesmo sem penetração. É importante lembrar que a clamídia pode ser transmitida através da partilha de objetos sexuais.

Tal como a gonorreia pode haver infeção de certas mucosas (como a ocular).

Pode haver transmissão de mãe para filhx durante o parto.

Como podes evitar clamídia

O uso de proteção (preservativo ou banda de latex) em todas as práticas sexuais é a forma mais eficaz de te protegeres desta infeção.

Como muitas vezes esta infeção é assintomática as pessoas sexualmente ativas devem fazer regularmente o teste.

Como tratar a clamídia

A clamídia é tratada com um antibiótico ou uma combinação de antibióticos. Como qualquer infeção o ideal é que seja diagnosticada numa fase inicial para que os sintomas não se agravem e não surjam complicações.

Nas situações mais graves como o LGV, a terapêutica é mais prolongada.

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HPV

Infeções Sexualmente Transmissíveis

HPV

O HPV (Vírus do Papiloma Humano) é uma das infeções sexualmente transmissíveis mais comuns em todo o mundo, possui vários tipos e pode ser assintomático.

planta com estrutura com muitas bolinhas representando o HPV

O que é o HPV?

O Vírus do Papiloma Humano, mais conhecido por vírus HPV, é uma das infeções sexualmente transmissíveis mais comuns em todo o mundo. Existem cerca de 200 tipos, sendo que 40 atacam o sistema genital e anal.

Apesar da elevada taxa de infeção, certas estirpes do vírus desaparecem espontaneamente ou não manifestam sintomas.

As estirpes mais agressivas são responsáveis pelo cancro do colo do útero, mas também pelos cancros da vulva, pénis, ânus, boca ou laringe. Por esta razão, a prevenção é tão importante.

Para saberes se tens HPV, deves fazer regularmente o teste de Papanicolau. Através deste é possível perceber se há alterações das células e se existe a possibilidade de estas evoluírem para lesões graves e, em última instância, cancro.

Quais os sintomas do HPV?

O HPV manifesta-se através de verrugas que, apesar do seu aspeto de couve-flor característico, podem não ser identificadas por serem invisíveis a olho nu ou por estarem em zonas internas como o colo do útero.

O HPV tem cura?

Após a infeção por HPV pode ocorrer cura por remissão espontânea do vírus entre 4 semanas a 2 anos após a infeção. Para que se dê a cura, é importante ter um sistema imunitário forte e não comprometido, para que o organismo consiga combater o vírus.

A eliminação do vírus pelo sistema imunológico acontece cerca de 90% das vezes. No entanto, homens e mulheres podem transmitir a infeção nos casos em que não se dá a cura, mas há uma infeção assintomática, isto é, o vírus fica adormecido, não há sintomas, até que se manifesta quando existe uma baixa do sistema imunológico. 

Vacina HPV

A melhor forma de prevenção para o vírus HPV é a toma da vacina contra o HPV, que cobre as estirpes mais virulentas e que causam, de forma mais comum, cancro. Em Portugal, esta vacina já está disponível de forma gratuita para raparigas e rapazes adolescentes até aos 18 anos.  

As mulheres adultas não vacinadas, mesmo que já tenham tido alguma infeção por HPV, são aconselhadas a fazer a vacina, mas sem comparticipação do Estado. A vacina impede a infeção por novas estirpes e pode diminuir os sintomas do HPV de uma infeção já adquirida sem, no entanto, curar a doença.

Existem 2 tipos de vacina contra o HPV:

  • Bivalente: cobre apenas os tipos de HPV 16 e 18;
  • Nonavalente: protege contra os tipos de HPV 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58 e está disponível em Portugal desde 2017.

Para além da vacina, as melhores formas de prevenção contra o HPV são:

  • Realização regular do exame papanicolau para detetar precocemente células do colo do útero com lesões. Este exame também deteta outras infeções sexualmente transmissíveis como a candidíase.
  • Usar o preservativo em todas as práticas sexuais, especialmente o feminino, que cobre uma área maior e protege, de forma mais eficaz, contra este vírus. 
  • Inspeção dos genitais de forma a procurar pequenas verrugas e procurar ajuda médica caso se tenha algum sinal da doença.

Como podes ser infetadx pelo HPV?

O HPV é transmitido principalmente pela via sexual, através do contacto direto entre as verrugas, que podem ser microscópicas e praticamente invisíveis, e a pele ou mucosas.

A infeção pode persistir por anos até que se desenvolvam células cancerígenas e tumores.

Com HPV positivo: o que fazer?

Não existe tratamento para o HPV. O que pode ser tratado por extração são as lesões que se desenvolvem na vagina ou no colo do útero.

O sistema imunitário da pessoa infetada é que combate verdadeiramente o vírus. O HPV demora entre 8 a 12 meses a ser eliminado do organismo.

Quando o vírus fica em estado latente, continua presente nas células, mas sem causar lesões.

Quando o organismo não consegue eliminar o vírus, as lesões persistem e, em alguns casos, podem evoluir para neoplasia. Por esta razão, o tratamento deve ser realizado de forma preventiva sempre que sejam detetadas lesões.

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Monkeypox

Infeções Sexualmente Transmissíveis

Monkeypox

A monkeypox é uma infeção transmitida por muitas vias, sendo a via sexual uma das mais reportadas no último surto de maio de 2022. Por esta razão, as pessoas que fazem Trabalho Sexual devem manter-se informadas sobre as medidas de proteção, para que possam trabalhar em segurança.

Conhecer bem os sinais e sintomas é essencial para evitar a transmissão.

Bolhas de água

O que é a Monkeypox

O vírus monkeypox tem ocorrido de forma endémica, isto é, afeta regularmente habitantes de certas regiões, sendo praticamente inexistente no resto do mundo. Os especialistas referem que esta varíola é menos contagiosa do que a versão humana da doença. A varíola, que tem uma taxa de mortalidade de cerca de 30%, foi erradicada há mais de 40 anos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) certificou o fim da doença em 1980, após um grande esforço de vacinação global.

Apesar de menos grave, a monkeypox pode ter consequências mais severas em crianças, mulheres grávidas ou pessoas com supressão imunitária devido a outras condições de saúde como o VIH

Esta infeção foi descoberta em 1958. O nome, varíola dos macacos surgiu porque este vírus foi isolado pela primeira vez, após ter atingido colónias de macacos. O primeiro caso registado em humanos ocorreu em 1970.

A monkeypox é, portanto, uma doença zoonótica, visto que é transmitida dos animais, para os seres humanos. As doenças zoonóticas podem ser causadas por vírus, bactérias, parasitas ou fungos. 

No caso da monkeypox, a doença é causada pelo vírus Ortopoxvírus, da família Poxviridae. As infeções causadas por poxvírus geralmente resultam na formação de lesões, nódulos na pele ou erupção cutânea disseminada por todo o corpo. Por esta razão surge o nome  poxviridae dado que a palavra pox, é a tradução de “vesícula” em inglês.

O novo surto que começou em 2022, está a afetar vários países em todo o mundo, em que a doença não é endémica, incluindo os Estados Unidos, Canadá, Austrália, para além de muitos países europeus, como o Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha e Portugal.

Quais são os sintomas?

Esta doença é geralmente ligeira e autolimitada, isto é, na maior parte das vezes não é necessário um tratamento específico.  A doença resolve-se de forma espontânea e a maioria dos doentes recupera em poucas semanas.

Apesar de ser uma doença associada a lesões visíveis na pele, a OMS alerta para o facto de esta infeção surgir com um conjunto de sinais e sintomas pouco específicos (com duração de 1 a 5 dias), seguidos de sintomas mais característicos.

Os sintomas iniciais incluem:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Dores musculares
  • Gânglios linfáticos aumentados
  • Cansaço

Cerca de 5 dias após o início dos primeiros sintomas, surgem na pele as lesões cutâneo-mucosas (exantemas), semelhantes a bolhas. Estas lesões surgem primeiro no rosto, espalhando-se depois por todo o corpo, incluindo as mãos, os pés e os genitais. 

Como são estas bolhas?

As bolhas surgem como um exantema (que aparece 1 a 3 dias após o início da febre), com cerca de 2 a 5 mm de diâmetro, uma área plana, não palpável na pele, acompanhadas de alteração de cor. Nas peles mais claras surge como uma cor avermelhada, em peles mais escuras é caracterizada por áreas descoloradas.

 Estas lesões evoluem para as fases de vesícula, pústula (geralmente dolorosa), seguida de lesão umbilicada antes de ulcerar e, por fim, crosta que acaba por cair, ao longo de 2 a 4 semanas. As lesões progridem geralmente todas no mesmo estádio.

Em resumo as fases para a formação de bolhas são:

  • Exantema (surgem manchas planas acompanhadas de prurido).
  • Vesícula (dá-se a formação de uma bolha com líquido).
  • Pústula (o líquido contido na bolha infeta e torna-se purulento).
  • Úlcera (quando se dá rutura da bolha, surgindo uma ferida com exposição de tecidos mais profundos).

Como podes prevenir esta infeção?

Ao contrário de outras infeções, os preservativos não podem oferecer proteção total contra a transmissão, visto que o contacto com lesões infetadas pode ser suficiente para a ocorrência de transmissão.

Existem várias medidas que deves adotar para prevenir a infeção pelo vírus monkeypox.

Se existe a possibilidade de estares infetadX deves:

  • Evitar o contacto próximo com outras pessoas até à resolução das lesões, incluindo a queda das crostas;
  • Alertar sobre possíveis sinais e sintomas, todas as pessoas com quem estiveste em contacto próximo desde o início dos sintomas;
  • Não partilhar objetos de uso pessoal, incluindo vestuário, roupas de cama e toalhas;
  • Lavar roupas e têxteis numa máquina de lavar com água quente (acima de 60 °C) e detergente, utilizando um ciclo de lavagem prolongado;
  • Limpar as superfícies duras com detergentes com cloro e deixar secar ao ar.

É importante estares atentx à existência de vesículas e outros sintomas, porque o contacto íntimo durante as relações sexuais incluindo beijos, toques, sexo oral e sexo penetrativo são vias de transmissão. Os brinquedos sexuais contaminados podem ser outro veículo de propagação, pelo que necessitam de ser utilizados de forma responsável e mantidos limpos.

Deves recorrer rapidamente a umx médicx para avaliação clínica, caso:

  • Surja alguma erupção cutânea sem outra explicação, em qualquer parte do corpo;
  • Tenhas um ou mais sinais/sintomas iniciais, relativamente à infeção humana por vírus monkeypox (febre >38 °C, dores de cabeça, dores musculares, ou nas costas, cansaço, gânglios linfáticos aumentados);
  • Tenhas tido nos 21 dias anteriores ao início dos sintomas contacto com um caso confirmado ou caso provável de infeção pelo vírus monkeypox, ou tenhas viajado a países da África Ocidental ou Central;

Quais são as formas de transmissão?

Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS) o período de incubação, desde a exposição até ao início de sintomas, é geralmente de 6 a 16, mas pode variar de 5 a 21 dias. Não está reportada contagiosidade nos contactos assintomáticos. Pensa-se que a transmissão ocorre quando a pessoa infetada é sintomática.

Descobre mais aqui, no site da DGS.

A transmissão pode ocorrer de pessoa para pessoa, através do contacto direto com fluidos corporais e lesões em pele não íntegra ou mucosas (incluindo a ocular, nasal, oral e genital), ou contacto indireto através de objetos contaminados com material das lesões, como roupas e lençóis contaminados.

O vírus monkeypox pode ainda ser transmitido por gotículas respiratórias (que não percorrem longas distâncias, pelo que é necessário contacto próximo, face com face prolongado), ou quando um indivíduo tem lesões na boca ou garganta.

Apesar de não ser considerada uma infeção sexualmente transmissível no sentido típico, a transmissão entre parceiros sexuais pode ocorrer devido ao contacto íntimo com lesões cutâneo-mucosas infetadas. No entanto, este contacto próximo não é exclusivo de relações íntimas e pode ocorrer em locais com muitas pessoas, como bares, ou concertos.

É importante compreender que a transmissão ocorre até que todas as crostas tenham caído e haja pele íntegra por baixo. As crostas também podem conter material vírico contagioso.

Como é feito o tratamento?

Como referido, a maioria das pessoas infetadas, têm doença leve e autolimitada, por esta razão, não existe necessidade de terapia específica.  Os cuidados clínicos incluem principalmente o controlo e tratamento de todos os sintomas incluindo a febre, as feridas dolorosas ou lesões cutâneas, o desconforto relacionado com gânglios linfáticos inchados ou quaisquer outras afeções. A ingestão de líquidos é essencial para minimizar o desconforto da febre e evitar a desidratação.

As pessoas infetadas devem manter, sempre que possível, o repouso.

As pessoas que apresentam comorbilidades, doenças imunossupressoras ou outras, grávidas ou crianças com menos de 8 anos, estão em maior risco de doença grave e podem necessitar de um tratamento médico, que inclui, medicamentos antivirais específicos para a varíola, por exemplo.

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Que cuidados devo ter ao trabalhar com uma infeção?

Infeções Sexualmente Transmissíveis

Que cuidados devo ter ao trabalhar com uma infeção?

Se tiveste um resultado positivo para alguma infeção, seja ela sexualmente transmissível ou não, o mais importante é recorreres a umx médicx para que possas ser aconselhadx relativamente ao tratamento. Deves seguir o tratamento até ao fim e repetir os exames posteriormente para confirmar se estás livre da infeção.

2 interlocutores de energia que estão a passar energia um para o outro representando como se pode passar infeções sexualmente transmissíveis através do ato sexual

Tenho sintomas de infeção e agora?

Se tens sintomas de uma infeção procura umx médicox ou vai a um centro de rastreio perto de ti para fazeres exames ou testes específicos de forma confidencial. É importante respeitares o período de janela de cada infeção, isto é, o tempo que vai desde que ocorre a infeção, até que é possível ser detetada através dos testes de rastreio rápido ou laboratorial.

É normal que te sintas nervosx ao fazer um teste, mas a maior parte das infeções sexualmente transmissíveis podem ser tratadas. Se tiveres um diagnóstico positivo o primeiro passo é sempre procurar ajuda e seguir o tratamento até ao fim, mesmo que não tenhas sintomas.

Se fizeres o tratamento numa fase inicial da doença, o prognóstico será muito melhor e a probabilidade de ficares com lesões é menor. Isto significa que provavelmente não terás sequelas da doença e mais rapidamente estarás em condições de regressar ao trabalho.

Sintomas que podem ser sinal de infeção

Os sintomas de uma infeção sexualmente transmissível podem ser bastante inespecíficos, no entanto quando são persistentes surgem após comportamentos de risco devem ser valorizados.

Os testes rápidos são uma forma pratica e eficiente de num primeiro momento saberes se estás infetado ou não, mas uma ida ao/à médicx é sempre aconselhada. 

Deixamos aqui algumas alterações genitais a que deves estar atentx porque podem ser sinal de infeção.

  • Alterações na cor ou cheiro da zona genital.
  • Perdas de sangue pela vagina, pénis ou ânus.
  • Pus na vagina, pénis ou ânus.
  • Prurido ou dor na vagina, pénis ou ânus.
  • Ardor, picadas ou irritação ao urinar.
  • Sangue na urina.
  • Maior vontade de urinar.
  • Feridas, úlceras, verrugas, erupção cutânea na vagina, pénis ou ânus.
  • Dor durante as relações sexuais.
  • Dor abdominal ou lombar.
  • Dor genital profunda e maior sensibilidade.
  • Prurido no corpo, palmas das mãos ou pés.

Como trabalhadorx do sexo é aconselhável fazeres testes regulares para verificares a tua saúde e garantires que qualquer infeção é detetada precocemente, mesmo que não tenhas sintomas. A frequência dos testes deve ser decidida por ti!

Apesar de ser uma decisão difícil, se for possível avisa xs teus parceirxs para que façam o teste.

Trabalhar com uma infeção, que cuidados?

Se tiveste um resultado positivo para alguma infeção, seja ela sexualmente transmissível ou não, o mais importante é recorreres a umx médicx para que possas ser aconselhadX relativamente ao tratamento.

Deves seguir o tratamento até ao fim e repetir os exames posteriormente para confirmar se estás livre da infeção.

plantas mortas com uma parede amarela de fundo

Se é impossível para ti parar de trabalhar, deves utilizar de forma consistente métodos de barreira como os preservativos  e as bandas de latéx . Desta forma evitas ser infetadx com outra doença e não passas a infeção a outrxs pessoas.

Se a infeção te causar sintomas graves e que te impeçam de trabalhar, o melhor será respeitares o teu corpo e descansar o máximo possível para mais rapidamente poderes voltar a trabalhar.

Existem infeções como as do trato urinário que podem piorar com a fricção, isso pode ser desconfortável durante e após a relação vaginal, e impedir-te de trabalhar enquanto os sintomas não melhorarem.

Se tens uma infeção transmitida pelo contacto, como a herpes e o HPV, deves tentar proteger a zona afetada e usar sempre preservativo. Se o herpes for oral, evita beijar o cliente e protege também o sexo oral. Lava bem as mãos sempre que tocares nas feridas ou verrugas.

A infeção por clamídia ou gonorreia é muito contagiosa, se decidires continuar a trabalhar protege as relações vaginais, anais e orais com preservativo e banda de latex.

É possível continuares a trabalhar depois de ser infetadx com VIH, desde que protejas as relações sexuais, uma vez que este vírus destrói o sistema imunitário que fica mais vulnerável a outras infeções.

Se tens uma infeção respiratória como a tuberculose ou o Covid-19, deves parar de trabalhar até que os testes sejam negativos. x médicx deverá dar indicações mais concretas nestes casos.

Se tiveres uma infeção causada por parasitas como piolhos ou chatos, é aconselhável que pares de trabalhar até estares livre da infeção. Deves desinfestar todos os locais de trabalho e material e procurar tratamento imediatamente.

Se tens umx parceirx é importante que elx também faça exames e o respetivo tratamento, caso também esteja infetadx. Devem usar proteção nas relações sexuais durante o tratamento para evitar a reinfeção.

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Saúde Reprodutiva

Saúde

Saúde Reprodutiva

Saúde reprodutiva é o termo usado para descrever a saúde e o bem-estar relacionados com a fertilidade, sexualidade, e outros assuntos relacionados com a reprodução.

Aqui podes ficar a conhecer mais sobre principais métodos contracetivos e quais são os mais adequados para ti e para as tuas condições de trabalho.

Nós explicamos o deves fazer se o teu método contracetivo falhar. Portugal é um dos países em que nos últimos anos houve grande evolução ao nível da saúde reprodutiva, a saúde pré-natal é completamente gratuita e a interrupção voluntária da gravidez (IVG) é legal até às 10 semanas. desde que se cumpram os requisitos legais previstos na lei. A IVG é legal desde 2007 e tem vindo a ser regulamentada desde então.

Paragem de stop que representa os métodos contracetivos

Métodos contracetivos

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Mulher a mostrar as mãos a dizer que não representando a interrupção voluntária da gravidez

Interrupção Voluntária da Gravidez

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imagem de uma mão a segurar uma flor com uma semente dentro representando os cuidados pré-natais

Cuidados pré-natais

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Métodos contracetivos

Infeções Sexualmente Transmissíveis

Métodos contracetivos

Ter uma gravidez indesejada de um cliente não é um bom cenário.

Para não correres esse risco, deves recorrer à chamada dupla proteção – isto é, para além do preservativo, usa outro método contracetivo (desta forma, se este rebentar, continuarás protegida).

Bonecos Madeira

Que métodos contracetivos existem?

Caso não uses nenhum método contracetivo e o preservativo rebente, podes recorrer à pilula do dia seguinte. Mas esta situação pode ser evitada se pensares com antecedência no melhor método e planeares a tua saúde reprodutiva.

Os contracetivos têm por objetivo evitar a gravidez e atuam de diferentes formas:

  • Impedem a ovulação
  • Evitam a entrada dos espermatozoides no útero
  • Impedem a fertilização e/ou implantação
  • Destroem os espermatozoides

Se pensas iniciar algum contracetivo hormonal marca uma consulta de Saúde Sexual e Reprodutiva. Alguns contracetivos podem ser entregues gratuitamente no centro de saúde.

Métodos barreira

Estes contracetivos não contêm hormonas e agem como uma barreira física que impede que os esperematozoides entrem no útero. São normalmente lubrificados com material à base de àgua. São uma opção para quem não quer/pode tomar contracetivos hormonais mas podem causar reações alergicas.

Método contracetivos preservativo
Preservativo

O preservativo pode ser interno ou externo. Os preservativos podem ser de latéx ou poliuretano e são descartavéis após a utilização. Além de prevenir uma gravidez indesejada, são também eficazes na prevenção de infeções sexualmente transmissíveis.

Diafragma contraceptivo de silicone em formato de cúpula flexível
Diafragma

O diafragma é um anel de silicone ou latéx, em forma de cúpula com um anel flexível que facilita a colocação. O diafragma deve ser inserido na vagina cerca de 15 a 30 min antes da relação sexual e retirado 8 a 12 horas horas após, impedindo a entrada do esperma no útero. Deve ser utilizado em conjunto com um creme ou gel espermicida para aumentar a eficácia contracetiva. O tamanho do diaframa depende do peso da mulher e deve ser adaptado caso se verifiquem alterações de peso superiores a 5 quilos.

Dispositivo Intrauterino, objeto em forma de 'T' de cobre
Dispositivo Intrauterino (DIU)

O DIU é um método anticoncecional constituído por um aparelho pequeno e flexível em forma de T que é inserido dentro do útero por um profissional de saúde. O DIU contém um fio de cobre enrolado na base e nos braços do T e não possui hormonas.  Pode ser utilizado em pacientes saudáveis e que apresentem exames ginecológicos normais.

 Óvulo espermicida em forma de pequenos supositórios vaginais.
Espermicidas

Os espermicidas são substâncias químicas em forma de gel, creme, óvulos vaginais ou esponjas, que devem ser colocadas na vagina 5 a 90 minutos antes da relação sexual. Atuam como uma barreira que dificulta a mobilidade dos espermatozoides e impedem que estes atinjam o útero. Não são muito eficazes sozinhos e devem ser utilizados juntamente com outros métodos, tais como o diafragma.

Métodos hormonais

Os contracetivos hormonais contêm formas sintéticas de hormonas femininas, os estrogenios e a progesterona. Impedem a gravidez de duas formas, ao impossibilitar a ovulação e aumentando o espessamento do muco cervical.

Existem alguns efeitos secundarios associados ao uso destes contracetivos e incluem, aumento de peso, dor de cabeça, aumento dos seios, menstruação irregular e diminuição da libido.

O uso de contracetivos hormonais não é recomendado a mulheres fumadoras, com historial de pressão arterial elevada, histórico de cancro de mama, fígado, ou do endometrio.

Blister de pílulas anticoncepcionais com comprimidos dispostos em filas.
Pílula oral combinada

Vulgarmente conhecida como pílula, este método contraceptivo é composto por diferentes tipos de hormonas, que servem para inibir a ovulação, a progesterona e o estrogénio. Deve ser tomado diariamente um comprimido, preferencialmente à mesma hora.

Seringa com contracetivo hormonal injetável.
Contracetivo hormonal injetável

Este método contracetivo consiste numa injeção intramuscular de hormona progesterona, administrada a cada três meses. Este método é muito eficaz para evitar a gravidez e é indicado para quem tem tendência a esquecer-se de tomar a pílula oral.

Anel vaginal contraceptivo flexível.
Anel vaginal

O anel vaginal consiste num aro fino e flexível. O anel deve ser inserido e mantido na vagina durante 21 dias. Após este tempo deve ser retirado e esperar 7 dias até ser reintroduzido um novo anel. O anel vaginal é um contracetivo hormonal combinado com estrogênios e progesterona. Não pode ser utilizado por mulheres com historial de problemas de coagulação, derrame, ataque cardíaco, cancro.

Adesivo transdérmico contraceptivo em formato retangular.
Adesivo transdérmico

O adesivo consiste num quadrado que contem estrogénio e progesterona. Este contracetivo adere à pele e pode ser colocado na parte inferior do abdómen ou superior do braço, nas nádegas ou nas costas. Uma vez colado não deve ser retirado. Ao mudar de adesivo evita colar no mesmo sitio ou em pele vermelha, irritada ou com cortes.

Sistema Intrauterino (SIU), dispositivo pequeno de plástico em forma de 'T'.

Intrauterine system (IUS)

The IUS is a small, flexible T-shaped plastic device that contains a type of progestin called levonorgestrel. It is inserted into the uterus through the vagina by a healthcare professional. Depending on the type and provided it does not cause unwanted side effects, the IUS can remain in place for approximately three, five, or ten years.Implante contraceptivo em forma de bastão fino.

Birth control implant

The implant is a small silicone rod that is inserted under the skin, usually on the inner side of the upper arm, using a special needle. It contains progesterone, which is slowly released into the body. The implant is effective for up to three years but can be removed earlier if desired.

Contracetivo de Emergência

Deves conhecer este contracetivo como pílula do dia seguinte.

Se o preservativo rebentou com um cliente e não estás a fazer nenhum outro método contracetivo, podes recorrer a esta opção.

Para prevenir a gravidez, esta pílula deve ser tomada nas primeiras 48 horas após a situação de risco. A sua eficácia diminui com o passar do tempo por isso deve ser tomada logo que possível.

Esta pílula pode causar:

  • Náuseas e vómitos
  • Diarreia
  • Sensibilidade nos seios
  • Sangramento irregular

A pílula do dia seguinte não deve ser usada como método contracetivo. Deve ser utilizada em situações excecionais.

Podes comprar esta pílula numa farmácia sem precisar de receita médica.

Para teres acesso à pílula do dia seguinte de forma gratuita, deves ir a uma consulta de planeamento familiar no centro de saúde ou ao serviço de ginecologia e obstetrícia de um hospital.

Se o período não voltar passadas três semanas, deves então fazer um teste de gravidez.

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interrupcao-voluntaria-da-gravidez

Saúde Reprodutiva

Interrupção voluntária da gravidez

Se tiveste algum acidente em que o preservativo rebentou ou saiu com um cliente e achas que podes estar grávida, é aconselhável fazeres um teste de gravidez.

Se o resultado for positivo, podes, se quiseres, recorrer à interrupção voluntária da gravidez até às 10 semanas. Este procedimento é gratuito e, quando realizado em meio hospitalar e com acompanhamento médico, é bastante seguro.

semaforo a dizer para parar com uma mão vermelha representando a interrupção voluntária da gravidez

Quando é que corro o risco de engravidar?

Corres o risco de engravidar se:

  • Tiveste relações sexuais sem proteção e não tomaste a pílula do dia seguinte. É importante saberes que existem dias do ciclo em que a probabilidade de engravidar aumenta (dias que antecedem a ovulação e o dia da ovulação). Procura aplicações como O meu calendário que te podem ajudar a controlar o ciclo;
  • Apesar de teres utilizado proteção, aconteceu um acidente (o preservativo rebentou ou saiu);
  • Não usas qualquer método contracetivo;
  • Usas pílula contracetiva, mas esqueceste-te de tomar ou estás a fazer algum tipo de medicação que corta o seu efeito (antibióticos ou medicamentos antiepiléticos, por exemplo);
  • Tomaste a pílula do dia seguinte, mas a menstruação continua atrasada e os sintomas persistem.

Principais sintomas de gravidez

Os principais sintomas de gravidez são:

  • Ausência de menstruação (amenorreia);
  • Dor mamária;
  • Enjoos e vómitos;
  • Alterações de humor.

Como fazer a IVG?

Se tens um teste de gravidez positivo, mas não queres prosseguir com a gravidez, podes fazer uma interrupção voluntária da gravidez (IVG).

Esta intervenção pode ser realizada em estabelecimentos de saúde oficiais ou oficialmente reconhecidos, de forma gratuita. Basta recorrer a um hospital onde serás acompanhada devidamente durante todo o processo.

Se és migrante e estás em situação irregular, podes também fazer uma IVG de forma legal e sem custos.

Podes obter mais informação sobre os hospitais da tua área de residência através do SNS 24 – 808 24 24 24.

A IVG é legal em Portugal desde 2007 e é um processo que dá opção a qualquer mulher grávida, maior de 16 anos, de realizar um aborto induzido até às 10 semanas, apenas por sua vontade.

A Lei n.º 16/2007, de 17 de abril, faz o enquadramento do acesso à IVG em Portugal. Até esta data, o aborto induzido só poderia ser aplicado em situações muito específicas como:

  • Risco de vida para a mulher;
  • Malformação fetal;
  • Gravidez após “crime contra a liberdade e autodeterminação sexual da mulher”;
  • Lesão grave e duradoura para a saúde mental ou física da mulher.

Após a realização do refendo nacional foi também incluída a possibilidade de se recorrer à IVG a pedido da mulher e apenas por sua vontade até às 10 semanas. 

O que é a IVG e quais as etapas?

A interrupção voluntária da gravidez (IVG), ou aborto induzido, é um procedimento que interrompe a gravidez de forma segura e com poucos riscos para a mulher, sendo composto por 4 etapas:

  • Consulta prévia: altura em que é confirmado, através de ecografia, o tempo de gestação. X médicx informa a mulher sobre os diferentes métodos para a IVG e os possíveis riscos que podem decorrer do procedimento.
  • Período de reflexão: neste período, nunca inferior a 3 dias, a mulher decide se deseja ou não prosseguir com a IVG. Se assim o quiser, pode solicitar também apoio psicológico e social que a ajude a ultrapassar este procedimento da melhor forma.
  • Realização da IVG: é efetuada segundo o procedimento indicado pelx médicx (que pode ser medicamentoso ou cirúrgico). Nesta consulta é entregue e assinado o consentimento livre e esclarecido.
  • Consulta de controlo: através de exames é confirmada a interrupção e expulsão completa da gravidez e garante-se que não existe nenhuma complicação ou infeção decorrente da IVG. Pode ser agendada uma consulta de planeamento familiar.

Se após o procedimento tiveres algum/alguns destes sintomas:

  • Hemorragia forte
  • Dor intensa e persistente
  • Febre acima dos 38º
  • Sintomas de gravidez

Contacta x médicx responsável pela IVG o quanto antes.

Que métodos existem?

Na consulta prévia, x médicx deve comunicar quais os procedimentos existentes e qual o método clinicamente mais adequado ao teu caso, para que possas decidir.

Existem dois métodos, abaixo explicados.

Método não cirúrgico ou medicamentoso 

Os métodos não cirúrgicos, menos invasivos, evitam o uso de anestésicos e conferem maior privacidade à utente, porque o esquema pode ser concluído em casa. Além disso, têm provado ser bastante seguros com resultados semelhantes aos cirúrgicos.

Estes métodos são os preferencialmente escolhidos nos sistemas públicos de saúde.  O procedimento recomendado pela Organização Mundial de Saúde consiste na toma de dois medicamentos:

  1. No primeiro dia, o mifepristone (interfere com o prosseguimento da gravidez);
  2. Dois dias após, o misoprostol (aumenta as contrações uterinas e contribui para a expulsão). 

Caso se trate de uma gravidez ectópica (fora do útero), este esquema deve ser substituído pelo método cirúrgico. 

Como desvantagem, o método medicamentoso pode dar origem a hemorragia mais abundante e mais dores.

Método cirúrgico

Este método consiste na aspiração ou curetagem do conteúdo uterino (através do colo do útero) com recurso a uma sonda.

O método mais escolhido é a aspiração por vácuo, por ser o que demonstra maior eficácia. A curetagem é menos segura e tem uma taxa de complicações superior.

A anestesia pode ser local ou geral, no entanto, deve ser preferida a anestesia local, porque esta acarreta menos riscos,  causa uma hemorragia menor e diminui o tempo de recobro.

Cerca de 3 a 4 horas antes do procedimento, é administrado, via oral ou vaginal, um medicamento (misoprostol) que prepara o útero, aumentando a dilatação do colo.

Este método deve ser utilizado nas situações em que o método medicamentoso acarreta riscos para a paciente, nomeadamente nos casos de:

  • Gravidez ectópica;
  • Insuficiência suprarrenal ou hepática grave;
  • Asma grave;
  • Alergia aos medicamentos;
  • Outros riscos identificados.

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Cuidados pré-natais para trabalhadorXs do sexo

Saúde Reprodutiva

Cuidados pré-natais para trabalhadorxs do sexo

Estar grávida e fazer trabalho sexual pode ser um desafio. A decisão de continuar a trabalhar ou não pode ser difícil, mas é apenas tua, deve ser respeitada e, seja como for, deves procurar ajuda médica e recorrer a alguém de confiança.

Folhas rochas e laranjas num fundo branco

Acompanhamento na gravidez

Se pretendes prosseguir com a gravidez marca uma consulta de obstetrícia no centro de saúde m ais próximo de ti.

Em Portugal, os cuidados pré-natais são gratuitos e estão disponíveis a todas as mulheres mesmo que estejam em situação irregular.

Através destas consultas saberás se tens uma gravidez saudável ou de risco. Terás acesso a exames de sangue, ecografias, suplementação de vitaminas e outros medicamentos necessários, aconselhamento sobre consumos de álcool, tabaco ou drogas, etc.

Se pretendes prosseguir com a gravidez, marca uma consulta de obstetrícia no centro de saúde mais próximo de ti.

Em Portugal, os cuidados pré‑natais são gratuitos e estão disponíveis a todas as mulheres, mesmo que estejam em situação irregular. Tens direito a este acompanhamento no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O que acontece nas consultas pré‑natais?

O acompanhamento pré‑natal inclui várias consultas e exames ao longo da gravidez para proteger a tua saúde e a do bebé.

Até às 12 semanas (1.º trimestre)

  • Primeira consulta de obstetrícia

  • Análises ao sangue e urina

  • Determinação do grupo sanguíneo e rastreio de anemia

  • Testes para VIH, sífilis, hepatite B e C

  • Primeira ecografia para confirmar idade gestacional e viabilidade da gravidez

  • Suplementação com ácido fólico (vitamina) para prevenção de malformações do bebé

Estas orientações são recomendadas pelos serviços de saúde portugueses.

11–13 semanas

  • Ecografia do 1.º trimestre

  • Possibilidade de rastreio combinado para algumas condições cromossómicas (se assim o desejares e o serviço o oferecer)

20–22 semanas

  • Ecografia morfológica para avaliar o desenvolvimento dos órgãos do bebé, placenta, líquido amniótico e possíveis alterações estruturais.

24–28 semanas

  • Novas análises

  • Teste de rastreio da diabetes gestacional (teste de tolerância à glicose)

  • Vacina contra tétano, difteria e coqueluche, se recomendada pelos profissionais de saúde.

30–32 semanas

  • Avaliação do crescimento do bebé (ecografia se necessário)

  • Monitorização da tua pressão arterial e do crescimento fetal.

36–37 semanas

  • Teste de Streptococcus do grupo B (cultura vaginal/rectal) que pode ser útil para prevenir infeções no bebé ao nascer

  • Discussão sobre o plano de parto e sinais de trabalho de parto.

O que mais tens nas consultas

Durante todas as consultas, a equipa de saúde verifica:

  • A tua pressão arterial e peso

  • O batimento cardíaco do bebé

  • Se precisas de suplementos de ferro ou outras vitaminas

  • Informação sobre nutrição, consumo de álcool, tabaco ou drogas

  • Apoio à saúde mental

  • Informação sobre o parto e direitos na gravidez.

Se a gravidez for considerada de risco, poderás ter consultas mais frequentes ou ser encaminhada para acompanhamento hospitalar especializado.

Trabalhar grávida

É importante saberes que:

  • X bebé está protegidx pelo saco amniótico e pelos músculos do útero, mas estes não protegem x bebé da maioria das infeções sexualmente transmissíveis. Protege todas as práticas sexuais de forma consistente.
  • Em estados mais avançados da gravidez (2º ou 3º trimestres), o sexo aumenta as contrações e pode induzir o parto.
  • Fica atenta às posições mais desconfortáveis e se sentires dor muda de posição imediatamente.
  • Evita a posição de missionário (com o cliente em cima) ou outras que façam pressão sobre a barriga. Estas diminuem a circulação de sangue entre ti e x bebé, especialmente após a vigésima semana.
  • O sexo oral protegido é seguro. No entanto evita que x cliente sopre para a tua vagina, apesar de raro, pode causar embolismo e ser prejudicial para ti e para x bebe.
  • Se houver sangramento depois da relação sexual procura x teu médicx.

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Reduzir Riscos

Reduzir Riscos

Se és trabalhadorx do sexo sabes que, tal como qualquer outra atividade, tem benefícios, mas também pode trazer riscos. Aqui damos-te a conhecer formas de diminuir esses riscos, problemas e desafios que poderás encontrar. Descobre como podes adotar alguns cuidados e trabalhar com mais segurança.

Balões vermelhos e brancos

Preservativos

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Parque aquático

Lubrificantes e outras proteções

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Mão segura dois comprimidos

PrEP

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Mão e dominó

PPE

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Capacete com autocolantes

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Câmaras de vigilância

Segurança Pessoal

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Fila de matrioscas

Prevenção COVID-19

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