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| Susana Valente | Trabalho Sexual

Respeito e proteção: Dia Internacional Contra a Violência sobre Trabalhadorxs do Sexo

Assinala-se neste 17 de dezembro o Dia Internacional Contra a Violência sobre Trabalhadorxs do Sexo. É uma data que serve para alertar para a importância do combate e da denúncia de situações de violência sobre esta comunidade.

Quem se dedica ao Trabalho Sexual é especialmente vulnerável a vários tipos de violência, sejam agressões físicas e verbais, seja o próprio estigma e a discriminação que estas pessoas enfrentam, simplesmente pela atividade que exercem.

Todas as formas de violência são condenáveis, em qualquer setor da sociedade. Mas, hoje, lembramos em especial todxs xs trabalhadorxs do sexo que já foram vítimas de violência.

Como surgiu o Dia Internacional Contra a Violência sobre Trabalhadorxs do Sexo

O Dia Internacional Contra a Violência sobre Trabalhadorxs do Sexo começou a assinalar-se em 2003, nos EUA, como resposta aos assassinatos cometidos por Gary Leon Ridgway, conhecido como o “Assassino de Green River”, que matou dezenas de mulheres, muitas delas trabalhadoras do sexo.

Ridgway acreditava que ninguém se preocuparia com estas vidas, mas o movimento ativista transformou essa tragédia em memória e resistência.

Desde então, o dia tornou-se um marco internacional de denúncia, solidariedade e luta pelos direitos humanos.

O símbolo do guarda-chuva vermelho passou a representar proteção, visibilidade e dignidade, sendo usado em vigílias, protestos e campanhas em todo o mundo.

Objetivos da data

O Dia Internacional Contra a Violência sobre Trabalhadorxs do Sexo tem como principais objetivos:

  • Homenagear as vítimas de violência e afirmar que as suas vidas têm valor;
  • Denunciar o estigma e a discriminação que alimentam abusos e exclusão social;
  • Mobilizar comunidades e instituições para garantir segurança, respeito e direitos.

Como te podes proteger e pedir apoio

Embora cada contexto seja diferente, há princípios universais que ajudam a enfrentar a violência e que te podem ajudar perante situações de agressão. Ora confirma algumas dicas úteis:

  • Não te cales perante agressões: denunciar é um ato de coragem que protege não só quem fala, mas também toda a comunidade;
  • Cria redes de apoio: procura aliados e associações que promovem segurança e solidariedade;
  • Conhece os teus direitos e procura recursos úteis: informação é proteção, e saber onde pedir ajuda fortalece a tua autonomia;
  • Promove empatia e respeito: combater preconceitos começa na forma como falamos e pensamos sobre os outros.

Onde podes procurar ajuda

Existem várias organizações que trabalham diretamente com trabalhadorxs do sexo, oferecendo apoio social, jurídico e de saúde.

Podes encontrar, no site do Plano AproXima, os contactos e moradas de várias associações que podem ajudar-te com vários serviços e apoios. Consulta este link.

O Plano AproXima disponibiliza ainda vários guias de apoio gratuitos com informações práticas sobre saúde, segurança e direitos, incluindo dicas úteis para trabalhadorxs do sexo.

Eis alguns links que podes consultar e que te vão auxiliar a protegeres-te melhor das diversas violências que te podem afetar no Trabalho Sexual:

Não te cales: tens direito a denunciar e a ter ajuda

O 17 de dezembro lembra-nos que a violência contra trabalhadorxs do sexo não é inevitável: é resultado de estigma, discriminação e silêncio.

Ao dar voz às vítimas, ao exigir dignidade e ao construir solidariedade, cada pessoa contribui para um mundo mais justo. Mas é fundamental que não te cales perante as violências de que fores vítima.

Denuncia e procura ajuda. Tens direito a viver em paz, e a exercer o teu trabalho com tranquilidade e dignidade.