Saúde Reprodutiva

Métodos contracetivos

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Ter uma gravidez indesejada de um cliente não é um bom cenário. 

Para não correres esse risco, deves recorrer à chamada dupla proteção – isto é, para além do preservativo, usa outro método contracetivo (desta forma, se este rebentar, continuarás protegida).

Que métodos contracetivos existem?

Caso não uses nenhum método contracetivo e o preservativo rebente, podes recorrer à pilula do dia seguinte. Mas esta situação pode ser evitada se pensares com antecedência no melhor método e planeares a tua saúde reprodutiva.

Os contracetivos têm por objetivo evitar a gravidez e atuam de diferentes formas:

  • Impedem a ovulação
  • Evitam a entrada dos espermatozoides no útero
  • Impedem a fertilização e/ou implantação
  • Destroem os espermatozoides

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Se pensas iniciar algum contracetivo hormonal marca uma consulta de Saúde Sexual e Reprodutiva. Alguns contracetivos podem ser entregues gratuitamente no centro de saúde.

Métodos barreira

Estes contracetivos não contêm hormonas e agem como uma barreira física que impede que os esperematozoides entrem no útero. São normalmente lubrificados com material à base de àgua. São uma opção para quem não quer/pode tomar contracetivos hormonais mas podem causar reações alergicas.
preservativo
Preservativo
 

O preservativo pode ser interno ou externo. Os preservativos podem ser de latéx ou poliuretano e são descartavéis após a utilização. Além de prevenir uma gravidez indesejada, são também eficazes na prevenção de infeções sexualmente transmissíveis.

Diafragma
 
O diafragma é um anel de silicone ou latéx, em forma de cúpula com um anel flexível que facilita a colocação. O diafragma deve ser inserido na vagina cerca de 15 a 30 min antes da relação sexual e retirado 8 a 12 horas horas após, impedindo a entrada do esperma no útero. Deve ser utilizado em conjunto com um creme ou gel espermicida para aumentar a eficácia contracetiva. O tamanho do diaframa depende do peso da mulher e deve ser adaptado caso se verifiquem alterações de peso superiores a 5 quilos.
Dispositivo Intrauterino (DIU)
Dispositivo Intrauterino (DIU)

O DIU é um método anticoncecional constituído por um aparelho pequeno e flexível em forma de T que é inserido dentro do útero por um profissional de saúde. O DIU contém um fio de cobre enrolado na base e nos braços do T e não possui hormonas.  Pode ser utilizado em pacientes saudáveis e que apresentem exames ginecológicos normais.

Espermicidas
 

Os espermicidas são substâncias químicas em forma de gel, creme, óvulos vaginais ou esponjas, que devem ser colocadas na vagina 5 a 90 minutos antes da relação sexual. Atuam como uma barreira que dificulta a mobilidade dos espermatozoides e impedem que estes atinjam o útero. Não são muito eficazes sozinhos e devem ser utilizados juntamente com outros métodos, tais como o diafragma.

Métodos hormonais

Os contracetivos hormonais contêm formas sintéticas de hormonas femininas, os  estrogenios e a progesterona. Impedem a gravidez de duas  formas,  ao impossibilitar a ovulação e aumentando o espessamento do muco cervical.

Existem alguns efeitos secundarios associados ao uso destes contracetivos e incluem, aumento de peso, dor de cabeça, aumento dos seios, menstruação irregular e diminuição da libido.

O uso de contracetivos hormonais não é recomendado a mulheres fumadoras, com historial de pressão arterial elevada, histórico de cancro de mama, fígado, ou do endometrio.

Pílula oral combinada
Pílula oral combinada

Vulgarmente conhecida como pílula, este método contraceptivo é composto por diferentes tipos de hormonas, que servem para inibir a ovulação, a progesterona e o estrogénio. Deve ser tomado diariamente um comprimido, preferencialmente à mesma hora.

Contracetivo hormonal injetável
 

Este método contracetivo consiste numa injeção intramuscular de hormona progesterona, administrada a cada três meses. Este método é muito eficaz para evitar a gravidez e é indicado para quem tem tendência a esquecer-se de tomar a pílula oral.

Anel vaginal
 

O anel vaginal consiste num aro fino e flexível. O anel deve ser inserido e mantido na vagina durante 21 dias. Após este tempo deve ser retirado e esperar 7 dias até ser reintroduzido um novo anel. O anel vaginal é um contracetivo hormonal combinado com estrogênios e progesterona. Não pode ser utilizado por mulheres com historial de problemas de coagulação, derrame, ataque cardíaco, cancro.

Adesivo transdérmico
Adesivo transdérmico

O adesivo consiste num quadrado que contem estrogénio e progesterona. Este contracetivo adere à pele e pode ser colocado na parte inferior do abdómen ou superior do braço, nas nádegas ou nas costas. Uma vez colado não deve ser retirado. Ao mudar de adesivo evita colar no mesmo sitio ou em pele vermelha, irritada ou com cortes.

Sistema intrauterino (SIU)

O SIU consiste num pequeno dispositivo de plástico flexívei em forma de T que contém um tipo de progestina denominada levonorgestrel, e é introduzido no útero através da vagina por um profissional da saúde. O SIU pode permenecer no local durante aproximadamente três, cinco ou dez anos, dependendo do tipo, e caso não cause efeitos indesejáveis.

Implante

O implante consiste num pequeno bastão de silicone que é inserido sob a pele, normalmente na parte inferior do braço, com um agulha própria. O implante contém progesterona e vai libertando pequenas doses da hormonas no corpo. É eficaz até três anos, mas pode ser removido antes.

Contracetivo de Emergência

Deves conhecer este contracetivo como pílula do dia seguinte.

Se o preservativo rebentou com um cliente e não estás a fazer nenhum outro método contracetivo, podes recorrer a esta opção.

Para prevenir a gravidez, esta pílula deve ser tomada nas primeiras 48 horas após a situação de risco. A sua eficácia diminui com o passar do tempo por isso deve ser tomada logo que possível.

Esta pílula pode causar:

  • Náuseas e vómitos
  • Diarreia
  • Sensibilidade nos seios
  • Sangramento irregular

A pílula do dia seguinte não deve ser usada como método contracetivo. Deve ser utilizada em situações excecionais.

Podes comprar esta pílula numa farmácia sem precisar de receita médica.

Para teres acesso à pílula do dia seguinte de forma gratuita, deves ir a uma consulta de planeamento familiar no centro de saúde ou ao serviço de ginecologia e obstetrícia de um hospital.

Se o período não voltar passadas três semanas, deves então fazer um teste de gravidez.